segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Dar

"Se deres ao teu vizinho um pouco do teu fogo, não ficas mais pobre e a noite que nos cobre a todos será então menos escura"

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Where do you go next?

I will go wherever the wind blows me..... Uma vez obtive esta resposta de um amigo, e foi uma resposta de me marcou.

domingo, 8 de novembro de 2009

A insustentável leveza do ser

A insustentável leveza do ser "the unbearable lightness of being".

É dificil hoje em dia um filme sentar-nos quase três horas em frente a televisão, tenho de confessar que vi o filme repartido em três dias, mas valeu a pena...afinal qual é o peso que a vida deve ter? deve ser algo pesado, uma especie de fardo ou algo leve? e quanto leve dever ser?


Gosto de fazer perguntas, ir esgotando todas as perguntas, sou capaz de nunca escrever as respostas mas tenho a certeza que não tenho mais perguntas, cada vez mais gosto de selecionar o meu tempo para algo que me promova a introspecção e são filmes como estes que me fazem parar... reflectir e voltar a constactar a beleza a nossa volta.

domingo, 5 de julho de 2009


Sempre gostei muito de observar e estudar grandes personalidades, o seu percurso de vida, as histórias e desafios que foram ultrapassando, muitas vezes escrevo no meu pequeno bloco de notas moleskine frases que me marcaram, ha falta de inspiração transcrevo aqui uma dessas frases que me acompanha.


" É bem melhor lançar-se à luta em busca do triunfo, mesmo expondo-se ao insucesso, do que fazer fila com os pobres de espirito, que nem gozam muito nem sofrem muito...; e vivem nesta penumbra cinzenta, sem conhecer derrota nem vitória"

T. Roosevelt

terça-feira, 19 de maio de 2009

Working Holiday Visa - Australia


Working Holiday Visa é uma permisão que o Governo Australiano concede a viajantes que permite conciliar uma viagem de férias com a possibilidade de trabalhos de curta duração com o objectivo de sustentar a estadia. Linddoooo, para conceber estes vistos existe uma lista de países autorizados, dos quais Portugal não se engloba...merddee.
Enfim podem gozar com os australianos, "Down under" etc.., mas que têm ideias de primeiro Mundo têm..

Nunca me cruzei muitos com australianos, mas na minha passagem por Istambul lembro-me de ter conhecido um... Não me recorodo o nome, mas encontrava-se temporáriamente a trabalhar no hostel, lembro-me dele a andar descalço em plena rua com uma temperatura de 5 ºC......pelos vistos os australianos para além de terem ideias brilhantes também as exportam...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Jogo de golfe...

"Moisés, jesus e um velho de barba estão a jogar golfe. Moisés dá uma tacada comprida e a bola cai junto ao relvado, mas rebola directamente para o lago. Moisés ergue o taco, separa a água e a bola rebola em segurança para o outro lado.
Jesus também dá uma tacada longa na direcção do mesmo lago mas, no momento em que está prestes a cair no centro, a bola paira acima da superficíe. Jesus caminha descontraidamente sobre a água e lança a bola para o relvado.
A bola do homem de barba bate numa vedação e salta para a estrada, onde faz ricochete num camião e regressa para a zona plana entre os buracos. Voa directamente para o lago mas aterra num canteiro de lírios onde uma rã a vê e engole. Uma águia desce em voo picado, apanha a rã e voa para longe. Quando a águia e a rã passam sobre o campo de golfe, a rã solta a bola, que cai no buraco com uma só pancada.
Moisés volta-se para jesus e diz:
- Detesto jogar como teu pai."

domingo, 17 de maio de 2009

Gomorra


Acabei de Ler o Livro "Gomorra" de Roberto Saviano, uma viagem ao império económico da mafia Napolitana, sim Napolitana .... afinal não há só mafia na Sicilia, a famosa "Cosa Nostra", mas também em Napóles. Os negocios são de todo o género possível, aquela simples ideia de extorsão, e tráfico de droga está ultrapassada, a camorra produz vestidos de alta costura, domina o mercado da contrução civil, da eliminação de resíduos tóxicos.. enfim, não admira que Saviano tenha colocado o nome de Gomorra ao livro.... Gomorra foi uma das cidades que o Senhor fez chover do céu enxofre e fogo, destriu aquela cidade, toda a planície, tudo o que crescia na terra....realmente só uma alusão biblíca para imaginar que os téntaculos da mafia podem ser eliminados...

O regresso...

Por vezes deixamos os nossos sonhos para trás, entramos na roda viva que é a vida, no mundo estupitamente acelerado de hoje e deixamos o que gostamos de fazer, o que nos dá identidade, o que nós dá conteúdo, o que nós dá autonomia e não nos torna mecânicos.. por isso voltei

sábado, 21 de junho de 2008

A disciplina oriental e a saúde Mundial


Todos nós, uns menos outros mais, têm conhecimento da cultura oriental e da sua disciplina. Vou falar no caso concreto do Japão, sabemos através de filmes, que desde dos primordios da sua história tiveram a disciplina sempre presente.
O periodo Shogun (tempo em que os samurais foram soberanos no País - cerca de 700 anos) em que imperava o Bushido (o caminho do guerreiro). Nesta epóca o erro era impensável, alguém que falha-se preferia matar-se (o famoso Sepukku), mais valia morrer com honra que que viver sem honra.
Em 1867 acabou o periodo Shogun, o Imperador voltou ao poder mas a disciplina e a prevalência da honra continou, quem não se lembra dos Kamikaze (os pilotos suicidas da segunda guerra mundial que despenhavam os seus aviões contra os barcos americanos).
Estes dados não têm só a ver com a disciplina, mas também a uma obediência cega a um certo número de principios, muitas vezes questionáveis em termos estrátegicos (não sei se um piloto morto dá mais jeito que um piloto vivo, enfim...), já dizia Sun Tzu "Táctica sem estratégia é o ruído antes da derrota".
Mas afinal porque razão estou eu aqui a debitar excertos da história japonesa? Tudo isto porque li uma noticia curiosa acerca do Japão - empresas e autarquias são agora obrigadas a medir a cintura de trabalhadores entre os 40 e os 74 anos, e quem apresente mais barriga que o autorizado pelo governo (85 cm os homens e 89 as mulheres) tem três meses para emagrecer sob a pena de ser sujeito a um programa de reeducação.

Imaginem lá isto em Portugal? eu nem quero arriscar a percentagem de pessoas que passava neste teste (mas seria miníma concerteza). O certo é que os custos nos cuidados de saúde iria diminuir com toda a certeza (e a tristeza de não poder emborcar uma grade de cerveja ao final de um dia de trabalho iria aumentar). Não levava isto tanto a peito, mas se as pessoas não têm cuidado com a própria saúde deviam ser responsabilizadas por isso.

E isto já está acontecer (não só no japão), por exemplo em Inglaterra os fumadores arriscam-se a perder o direito a cuidados médicos, na europa e nos EUA as companhias aéreas preparam-se para cobrar bilhetes mais caros aos gordos. Discriminação? talvez em alguns casos, mas uma coisa é ter uma doença que nós mantêm gordinhos, outra é sermos desleixados e descuidados.

Dá que pensar!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Para onde remar?

Acredito na metodologia e na organização, quer a nível profissional quer a nível pessoal. Temos de ser disciplinados para conseguir atingir objectivos, e mais importante do que tudo isso é ter objectivos definidos.
Muitas vezes andamos a deriva, a remar contra a maré, mas estamos a remar contra a maré por remar e não por querer chegar à margem esquerda ou à margem direita do Rio, ou quem sabe até a nascente. O que acontece à quem rema sem destino? Acaba por ficar cansado, vai perdendo as forças e acaba por afogar-se.

E tu remas para aonde?

quinta-feira, 27 de março de 2008

Uma cápsula J. F. Kennedy

Durante o meu dia de trabalho contacto com muitas pessoas, pequenos e médios empresários e pessoas que trabalham na restauração e na industria alimentar. O pessimismo e a velhice do restelo impera em muitos deles, dizendo que a vida está muito dificil, a ASAE é a nova PIDE, etc...Uma autêntica lavagem cerebral.
O mais preocupante é que isto é um espelho do resto da sociedade Portuguesa, acho que uma boa opção era tomar uma cápsula J.F.K

"And so, ly fellow Americans, ask not what your country can do for you, ask what you can do for your country"

"Do not pray for easy lives. Pray to be stronger men"

Mais palavras para que....

domingo, 9 de março de 2008

Lev Tolstoi


Recentemente e após ver um filme (Into the wild - O lado selvagem) despertou-me a curiosidade para um escritor - Lev Tolstoi. Este nome já me tinha surgido em outras ocasiões, mas desta vez estava decidido a ler qualquer coisa dele, rapidamente comecei a procurar algo deste autor nas livrarias, tenho que confessar que a inicio não foi muito fácil, mas lá encontrei - A morte de Ivan Ilitch, livro pequeno, com grafismo apelativo (foi reeditado recentemente) e preço agrádavel.

O prefácio abriu-me o apetite - "uma das maiores obras do espirito humano", comecei a ler e deparei-me com uma escrita magistral - A morte de Ivan Ilicth é um retrato implacável da nossa condição "não há sentimento que nele não figure, não há emoção que não esteja presente", tenho que confessar que por vezes a angústia do Ivan é tão forte e tão perfeitamente descrita que comove, toca-nos no mais íntimo do nosso ser.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Valorizar o conforto com o deconforto.


Só consigo valorizar o conforto e todos os luxos da nossa sociedade, testando o desconforto. Quando está um dia de tempestade, em que podemos sentir a mãe natureza no seu estado de mais embriagada beleza, é quando eu me sinto mais tentado a sair de todo o nosso conforto. Sentir o vento a acariciar-me a cara, a chuva a pingar-me dos cabelos e o frio a apertar-me as mãos. Sinto-me verdadeiramente vivo nessas situações. Um pouco como uma frase de uma marca de renome " a storm is coming, enjoy it"

Depois sim, posso dar valor a um par de peúgas secas e uma chávena de chá. Acho que ter o conforto como garantido, sem testar o desconforto é uma das causas de maior desconforto espiritual das sociedades de hoje em dia. Isso e o facto de estar-se a perder a ligação com a mãe natureza, secalhar é melhor voltar-mos a ser druídas.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Use it, or loose it


Nos dias de hoje há uma tendência enorme para guardar tudo, revistas para ler mais tarde, calças que agora me ficam apertadas, os mais variados utensilios e geringonças, que aspiramos voltar a usar um dia. Eu próprio durante muito anos guardei montes de coisas na esperança de voltar a usa-las, ou lê-las, mas agora aplico esta máxima - Use it or loose it, a roupa que não uso dou a quem precise dela, os livros que li e não me marcaram tento vendê-los ou oferece-los, entre muitas outras coisas, deixei de acumular montes e montes de tralha sem a miníma utilidade.

Lembro-me de uma interacção de grupos que fiz num curso de linguas, que consistia no seguinte - A nossa casa estava a arder, tinhas tempo para tirar duas ou três coisas, o que tu tiravas? ainda me lembro do que escolhi - o portátil e a prancha de surf, de certeza que não ia buscar o primeiro número da QUO que estava numa caixa debaixo da cama.

A vida só faz sentido se conseguir fazer uma mala em 15 min, por isso é que eu gosto dos nómadas, "os laços que os unem à Terra são efémeros e eles têm poucos bens. Se fossem ricos, já teriam sido atacados. Por isso só possuem o estritamente necessário" - descrição dos Moken, conhecidos como os Ciganos do Indíco. Os Moken são um povo que vive em embarcações.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Thomas Edison



Quando questionado sobre o falhanço das suas experiências com o objectivo de criar eléctricidade, Thomas Edison responde.


I have not failed. I´ve just found 10,000 ways that won´t work.


If i find 10,000 ways something won´t work, i haven´t failed. I am not discouraged, because every wrong attempt discarded is another step forward.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Mais platão menos Prozac


Recentemente deparei-me com este título numa das prateleiras de Filosofia, sendo simpatizante da filosofia e gostando de estudar ideias, decidi comprar. Tinha um título sugestivo, mas a ideia por detrás também é muito aliciante, este individuo, Lou Marinoff (Doutor em Filosofia) pretende com este livro expor um movimento de aconselhamento filosófico para resolver os problemas que as pessoas se deparam.
Quando as pessoas estão com depressões vão aonde? ao psicologo ou psiquiatra, provalvelmente estes acabam por receitar alguns anti-depressivos (os psiquiatras, pois segundo a meu pensamento os psicologos não receitam medicamentos). Começando por analisar os nossos problemas, normalmente voltando para trás, até a nossa infância..... acabam por descobrir que afinal temos palpitações e ansiedade porque o nosso amável vizinho roubava-nos o chupa quando erámos putos, ok e agora que já sabemos isso, o que podemos fazer para alterar as nossas palpitações e ansiedade? consciêncializar-nos disso e tentar controlar as nossas reacções. Este processo é extremamente doloroso para o paciente (reviver um passado pouco agradável), para além de por vezes demorar longos meses, mesmo anos até descobrir-mos a origem, se é que alguma vez a descobrimos.
Ok, não é que não seja um processo válido, nem tenho nenhuma base para fundamentar o contrário, mas então o que é que este Dr. nos propõe? analisar os nossos problemas lendo filosofia, a filosofia é um rio sem fim, de acordo com o tipo de problemas, como por exemplo terminar relações ou conflito doméstico passando por crises de meia idade até as questões mais profundas, como por exemplo o sentido e o propósito final da vida. De acordo com cada item recomenda-nos um número de filosófos e livros que podemos ler, que retratam o nosso problema, levando-nos a reflectir sobre esses mesmo problemas.
Quais são as vantagens deste tipo de aconselhamento, normalmente é mais rápido e não é tão doloroso para o paciente por outro lado requere muito mais abertura de espirito para aceitar novas ideias e algum nível de educação. Por muitos desafios que a nossa vida nós traga há sempre uma nova porta para tentar abrir.

Solvitas perambulum

Os romanos utilizavam muito esta expressão solvitas perambulum "resolve enquanto caminha". Sempre que temos um desafio, ou mesmo para um reflexão de fim de dia, caminhar ajuda. Se levarmos nosso cerebro a passear, a um ritmo estável e agrádavel, vai fazer com que o fluxo sanguineo aumente, o que vai activar mais e melhor a circulação no cerebro.
Digo isto, porque nalguns dias depois do jantar, ninguém me tira a minha pequena caminhada, levar com o ventinho na cara, o mp3 nos ouvidos e a escuridão enebriante é fantástico, após este pequeno ritual tou pronto para...... São das pequenas coisas que tiramos o prazer da vida

terça-feira, 6 de novembro de 2007

A Mighty Heart


"A Mighty Heart" um filme baseado na história real de um jornalista norte-americano, Daniel Pearl que foi raptado e decapitado em Karachi, Paquistão. Este filme retrata as horas anteriores ao rapto e os dias posteriores, onde a sua mulher Marianne Pearl (Angelina Jolie) grávida de muitos meses vive a angústia de saber onde pará o marido, este acaba por morrer....Mas isto não derrota Marianne (esta parte já não pertence ao filme), em vez de se lamentar e nutrir sentimentos de revolta e raiva, canaliza toda esta energia para a criação da fundação Daniel Pearl, que o principal objectivo é promover a compreensão multi-cultural através do jornalismo, da música e das novas tecnológias.


Tudo isto para retratar que por muito mau que seja um acontecimento, podemos sempre aproveita-lo de forma positiva.





Já agora há que deixar uma nota positiva à Angelina Jolie, que finalmente teve um papel que nos permitiu ver muito mais do que mamas e rabos!! mais que não seja pelo grito final.....

O Valor das coisas II......

"o valor snob da rara trufa branca atingiu novo pico em Londres, no passado domingo, com um espécime de 1,2 kg a ser transaccionado em leilão por 220 000 doláres. Foi aquirido por um comprador anónimo de Hong Kong"

The New York Times, 15 de Novembro de 2005


Cá me parece que há coisas que são deverás sobre-valorizadas. Podiamos discutir este assunto horas a fio, mas prefiro deixar algumas perguntas no ar, quanto é que será que vale o sorriso de um amigo? um pôr do sol? ou uma caminhada junto a praia?

O valor das coisas...


Em 1961, o artista conceptual italiano Piero Manzoni levou a arte moderna ao extremo, vendendo noventa latas contendo cada uma 30 gramas dos seus excrementos. Triste e desiludido com a estupidez dos burgueses de Milão que compravam arte sem critério, manzoni fez várias experiências radicais, esta fui uma delas... intitulada Merda de artista.

É certo que o Pompidou, o MoMA e a Tate embarcaram na ideia e deram balúrdios por estas latinhas, ainda há meses, mais uma lata de Manzoni (nº18) foi vendida em leilão. O feliz comprador pagou 124 mil euros.

Para dar credibilidade ao conteúdo das latas há que referir que cerca de metade delas rebentou (devido a processos de fermentação)